Autoavaliação- Mayara Nobre
1- O que aprendi neste semestre?
Neste semestre, eu aprendi que eu não sabia escutar. Inclusive, um dos processos mais legais que o professor propôs foi da “limpeza de ouvidos”, voltar a ouvir todos os sons limpos que estão ao meu redor. Eu também aprendi que montar a sonoplastia de alguma obra é muito mais do que acrescentar sons ou músicas na cena. O som é a cena, é o personagem, é a própria obra e por esse motivo é interessante que ele seja pensado desde o princípio da ideia do espetáculo, acompanhando os ensaios e o trabalho dos atores. É o som o grande responsável pela experiência sensorial e não deve ser subestimado assim como não deve subestimar a plateia com algo ilustrativo e óbvio demais. Contrastes são mais que bem vindos.
2- No que tive maiores dificuldades?
A minha maior dificuldade dentro da disciplina foi a parte técnica quando se trata do som. Principalmente, na aula em que Glauco Maciel foi convidado, eu tive bastante dificuldade de entender e acompanhar tudo o que estava sendo dito pois não tenho entendimento técnico nenhum. Porém, os meninos do meu grupo, Jude Silva e Vitor Verlangieri me ajudaram clareando algumas questões e ter a aula gravada para eu me assistir quantas vezes precisar, também ajuda bastante.
3- Como foi o trabalho de final de disciplina?
O trabalho final da disciplina foi muito prazeroso de ser realizado. Confesso que quando os grupos foram montados, fiquei receiosa porque tive dificuldades de ter o primeiro contato e não sabia como seria trabalhar com pessoas que não conhecia. Porém, já quando conseguimos nos organizar para que a primeira reunião acontecesse, tudo começou a fluir. Criamos um espaço de diálogo e respeito onde cada um conseguia expressar suas opiniões e ideias, assim como compartilhamos muito aprendizado sobre a área que cada um mais se identificava. Optar por uma gravação presencial foi uma escolha arriscada, pois caso não conseguíssemos terminar, não poderíamos ficar nos encontrando sempre pra regravar uma vez que ainda estamos na pandemia, então, prezamos muito pela organização e claro, por seguir os protocolos de cuidados. Dessa maneira, mesmo com alguns imprevistos, conseguimos concluir tudo no prazo estipulado. Estou orgulhosa do nosso resultado final, além de ter sido um processo criativo muito interessante, acho que conseguimos alcançar nossos objetivos.
4- O que eu poderia ter feito de diferente?
Algo que eu teria feito diferente é ter experimentado mais. Teria me disponibilizado mais a pensar, criar, realizar, mixar uma vez que eu tinha um mentor disponível para me ajudar durante o semestre (professor Marcus Mota). Porém, com as demandas das outras disciplinas eu acabei ficando sem tempo para tantas experimentações.
5- {Espaço para você escrever o que você quiser a partir de sua experiência nesta disciplina)
Tenho muita gratidão por essa disciplina, eu já tinha tido experiências com Foleys antes mas achava que a área de som seria uma que eu não faria parte, não me achava capaz de pensar e realizar som. Hoje eu sei que sou capaz disso e pretendo continuar investindo para aprender melhor a parte técnica e também ter mais experiência com “pensar o som”. Foi uma disciplina que me abriu muito os olhos e os ouvidos e virei uma grande admiradora dessa área e dos profissionais dela. Quanto ás aulas, me senti muito instigada com os assuntos abordados pelo professor e amei os convidados e tudo que eles acrescentaram na disciplina. Sinto que trazer uma mulher que trabalha com som também seria muito agregador!
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