Exercício. Entrevista com Marcello Amalfi, de Pedro cavalcante
Exercício. Entrevista com Marcello Amalfi (23/02/2021)
Aluno: Pedro Cavalcante Marques
A oportunidade que nós tivemos de conhecer um pouco mais dos trabalhos e experiências de Marcello Amalfi durante uma de nossas aulas de sonoplastia é com certeza algo valioso para nossos futuros desenvolvimentos em questão do que é o encaixe do som em relação a peças teatral e em outros veículos culturais.
Com certeza o que ele nos apresenta como um de suas experiências mais valiosas durante toda sua carreira é a harmonia que a música deve de ter com a proposta cênica. Desde um vaso ao se quebrar no chão até o andar cabisbaixo de uma personagem em uma cena necessita do toque impactante da música.
Porém, a questão de harmonização entre uma coisa e outra não é necessariamente se criar um pleonasmo, como por exemplo tocar uma melodia melancólica durante uma cena triste da peça, ilustrar o óbvio do que se estar acontecendo em uma cena é um insulto a plateia, faz parecer que eles não seriam capazes de compreender o momento. Devemos de lembrar que a harmonia não significa estar em concordância com algo, e sim que uma coisa está se relacionando com outra, assim criando uma terceira coisa.
Partindo deste pensamento, podemos expandir nosso leque de possibilidades diante de que música colocar em uma cena para contrapor com ela. Uma boa opção seria de se criar um contraste entre o que se está acontecendo e que trilha musical poderia transformar aquilo em algo além do que nos está sendo mostrando, criando algo mais impactante para o público.
Me fez pensar bastante sobre o que eu consumo na internet para me entreter, gosto bastante de assistir vídeos de cenas da cultura popular como por exemplo, uma cena de Psicose que alguém editou a clássica música da obra com violinos expressando a ação de assassinato e colocar por exemplo Boate Azul de Benedito Seviero. Acho algo bastante incrível esse contraste pois é criado um novo significado para o que nós estamos assistindo, deixando algo inesperado e muito impactante em nosso consumo de entretenimento.
Mesmo que tal exemplo seja um tanto quanto amador, não consigo deixar de imaginar que, se uma experiência pequena como essa pode nos dar um novo valor ao o que estamos consumindo, o quão grande pode ser o que um sonoplasta pode fazer em diversas peças teatrais? Certamente podemos esperar um trabalho recheado de criatividade e surpresas para o público e a todos que estão trabalhando no desenvolvimento da peça.
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