Exercício: Entrevista com Marcello Dalla (Gabriel Rodrigues)
Seguindo com as entrevistas para as aulas de sonoplastia, temos mais um ponto de vista interessantíssimo: o de Marcelo Dalla.
Com Dalla podemos notar uma palavra em evidência: preparação. Algo que me marcou muito durante sua apresentação foi a evidencia da necessidade de preparação que os sonoplastas, técnicos e até mesmo atores e diretores deveriam ter, mas não possuem. Cursos possuem pouca ou nenhuma preparação técnica para que os profissionais e artistas possam realizar seus trabalhos de forma boa, tendo que recorrer à muitas gambiarras.
É impossível não refletir também sobre o sucateamento do ensino público, tendo em vista alguns comentários de Dalla.
Segundo Dalla, diversas faculdades, centros de estudo e etc. Possuem uma quantia enorme de bom equipamento, equipamento quase hollywoodiano e que não é utilizado! Não por falta de vontade ou de desejo, não por falta de criatividade ou experimentação, mas por falta de preparo. Tudo isso reflete um país que tem tudo para dar certo, mas não o faz por falta de educação e preparação.
Todavia, nem tudo é apenas tristeza nesse meio, pois abre caminho para outro tema interessantíssimo abordado por Dalla: a criatividade.
De acordo com ele (e eu estou totalmente de acordo), não ter nada especificamente gravado em pedra ou alguma fórmula perfeita, as pessoas interessadas devem sempre procurar meios para se superar, seja pelo uso de internet, futricar em diversos aplicativos e programas ou usar literalmente tudo o que se tem à mão.
Outros pontos ainda explorados nessa parte da criatividade que são interessantíssimos são os pontos em que ele fala de processos criativos para a geração de sons únicos, como o som do xenomorfo em Alien: o oitavo passageiro (1979), mas me lembrou particularmente também o som dos nazgûl, os encapuzados da trilogia O Senhor dos Anéis, em que ambos utilizaram a mixagem de sons de vários animais diferentes para obterem como resultado o som característico que ouvimos.
No fim das contas, com Dalla podemos entender que necessitamos de preparo técnico, mas que nem tudo está perdido pois, assim como quase todo processo artístico, somos bonificados pela nossa criatividade e forma de superar os problemas que se apresentam aos nossos projetos. Acho que no fim de tudo, artistas são grandes inventores.
Comentários
Postar um comentário