Nascido em Bixiga, São Paulo, Marcello Amalfi se destaca em diversas áreas relacionadas ao som e música, mas aqui irei dar enfoque em uma: músico para o teatro. Ao estar presente na disciplina de “Sonoplastia” da Universidade de Brasília (UnB) na quinta-feira do dia 18 de fevereiro de 2021, o músico nos contou um pouco sobre sua carreira desde o início que começa com 10 anos de idade e um violão. Porém, sua história com teatro se inicia aos 16 e, segundo ele, por acidente. Amalfi, quando perguntado sobre sua formação inicial, nos conta que tudo começou a partir de um encontro com Neneco Martins, artista plástico muito ligado as máscaras, cenógrafo e diretor de cena do teatro paulistano que o acolheu e o colocou para trabalhar fazendo adereços de teatro. Com isso, o músico teve muito contato com a arte teatral e também com mais pessoas do ramo como Zé Celso Martinez, ator, encenador, dramaturgo e diretor do Teatro Oficina. “Comecei a me apaixonar por teatro mesmo sem perceber”, diz Marc...
Na entrevista com Marcello Amalfi, tivemos oportunidade de conhecer sua trajetória em um meio ainda não muito difundido academicamente e de ter um breve contato com seu entendimento macro-harmônico (como em seu livro) da relação entre música e cena. No encontro, Marcello enfatizou a importância da maneira como é construído o processo que as relaciona, sobre o momento no qual a trilha é feita - a importância do timing - para o espetáculo. Amalfi contou sobre como, tantas vezes, o processo é encurtado e a trilha acaba por ser acrescida tardiamente aos ensaios e desenvolvimento da peça, o que prejudica a dinâmica que ocorre (ou que poderia possivelmente se dar) entre a música e todos os outros elementos cênicos, como se a trilha ficasse, de certa forma, deslocada nessa equação. Na concepção e experiência do maestro, todos os elementos devem estar em conversação, pois como ele mesmo colocou: "O som altera o espaço." Como em experiência que teve...
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